segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Com amor e carinho


Pode ser caretisse e até exagero. Mas, eu me procupo com você.


Desde o começo eu tive a sensação que você seria especial na minha vida. Eu nunca fui de ter muitos amigos homens. Você é um dos poucos e foi um dos primeiros.


A gente começou a se entender logo no início, apesar de você me achar metida. É, eu sei que eu dei motivos para você achar isso.


A cada dia você me conquistou mais. E ainda conquista. Pra mim, poucas pessoas tem esse dom. Você me faz rir, me ouve, diz e sempre está ali. Eu sei que eu posso contar com você. E eu sempre falo que você também pode contar comigo.


Nós fazemos nossas loucuras particulares. Acho que "viver a juventude" inclui "fins de semana malucos" inseridos no sumário. E do mesmo modo tem "limites são bem-vindos".


Você escreve com o coração. Não há um texto seu que eu acho ruim. Adoro seu estilo jornalístico sério e a sua total entrega à textos particulares. Seria um desperdício aos apaixonados pela leitura, não ter seu nome em cima da mesa ou guardado na estante.


Eu vejo futuro. E ele te aguarda ansiosamente. Porém, algumas das suas decisões que me amedrontam. E sei que elas já fazem parte dos seus fins de semana e férias.


Mais uma vez meu pensamento volta para você. Acho que te amo de verdade. Quer dizer, não tenho dúvidas. O carinho que eu sinto é enorme, assim como o meu receio a cerca das suas escolhas.


Pode ser caretisse e até exagero. Eu apenas me procupo com você.



sábado, 5 de dezembro de 2009

Coisas de criança (adulta)


Algumas coisas mudaram desde a minha infância.

Quando eu era criança, eu era daquele grupinho de gente excluída.
Meu primeiro "amor" foi um tal de David, mas já tinha outra menina no caminho. Eu devia ter uns nove anos.
Meu segundo, foi o William da quinta série. Porém, havia a Camila.
Essas intrometidas eram brancas do cabelo preto. Eu, loira dos olhos verdes, era trocada por uma menina dos olhos castanhos. Quando era menor, queria ser japonesa. Eu sempre achei bonitinho olhos puxados.

Eu já tive pé torto. Usava bota ortopédica branca na pré-alfabetização. Já usei óculos por erro médico. Eu queria aquele rosinha da Barbie. Em vez daquele, ganhei um rosa cor-de-burro-fugido. Pra piorar, usei aqueles tampões em um olho só pra ir pra escola.
Ainda lembro dos meninos da quarta série falando mal de mim. Na minha frente.

Foi só na sétima série que eu deixei de ser "loser". Mudei de escola. Minha vizinha, amiga desde aos dois anos de idade, era a mais popular do colégio. Agora, eu também era.

Não tinha mais o pé torto. Usava melissa em vez daquela bota branca. Não usava óculos. Usava aparelho nos dentes. Não havia mais nenhuma garota do cabelo preto que atrapalhava meu caminho. Os meninos gostavam de mim.

Percebo hoje que a vida é mais ou menos assim. Uma montanha-russa.

Às vezes eu tô embaixo. Ninguém percebe minha presença.
Às vezes, tô em cima. Os olhares se voltam para mim.
E na maioria das vezes, estou no meio. Nem subindo, nem descendo. Levando. Como agora.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Renata Bittes

Eu ainda não sei quem sou eu. E no dia que eu souber, viver não irá ter mais graça. Já fiz coisas que jurei nunca fazer. Já desfiz promessas. Já jurei prometer e nunca fiz nada.

Às vezes, me pego cantando no meio da rua. De vez em quando, finjo pra mim mesma que tem alguém me seguindo pra me sentir especial. Finjo não ver a pessoa. Pareço uma boba, mas eu me divirto.

Eu sei que me apego fácil. Mas depois de duas longas relações, sei a diferença entre o amor e a paixão. Mas não consigo ficar com duas pessoas ao mesmo tempo. E não sei lidar com uma relação fútil. Amizade e respeito presisam existir.

Sábado a noite eu brinco ao me comparar com meu cachorro. O Bobby fica inquieto e chora até alguém levar ele pra passear no fim da tarde. Sábado, quando começa a escurecer, eu me assemelho ao instinto animal do Bobby.

Estudo jornalismo. Gosto de trabalhar e correr atrás, porém há dias que eu só penso em ficar em casa. Sonho em mudar o mundo. Quero acabar com o machismo através do jornalismo comportamental que eu ainda vou consolidar.

Sonho alto e sonho baixo. Não tenho grandes ambições. Quero trabalhar na Editora Abril, ter um apartamento em São Paulo e um carro hacth . Não sei quanto a casar e ter filhos. Acho que não dá pra planejar essas coisas. Elas apenas acontecem.

Adoro chocolate branco e milkshake de Ovo Maltine. Há uns quatro meses descobri que não posso ingerir leite. Não fiquei nada feliz com o resultado do exame.

Mas a vida continua e descobri que comer fruta é bom. Assim como ser solteira. Eu que tinha medo de não encontrar ninguém... Aos 15, pensava que o meu primeiro namorado seria o meu único amor. Aos 18, pensei em casamento. Agora, quase 20, eu quero viver. Afinal, as coisas acontecem.

Aprendi que tentar planejar tudo é uma bobagem. A maioria das coisas não estão ao nosso alcance.

Mas, descobri o gostinho de planejar o fim de semana já em cima da hora. E acontecer coisas impensáveis quando era 19h de sábado. Acordar no domingo com aquela ressaca e vontade de dormir.

Segunda, terça, quarta, quinta e sexta só servem para separar um fim de semana do outro. É fim de semestre e estou cansada. É fim de ano e eu quero trocar de estágio.

A cada começo de ano, tenho a sensação de ter uma nova chance. São outras oportunidades. Quando tudo se resume apenas à mudança da folhinha do calendário.

Sou aquariana. Amo a liberdade. Eu ainda não sei quem sou eu. E no dia que eu souber, viver não irá ter mais graça.


Me inspirei no texto de Estela.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Lições da vida

A vida nos oferece a oportunidade de aprender. E não me refiro apenas à escola, pois há muitas pessoas quem nem sabem o que ela significa. Refiro-me ao aprendizado que colhemos com o passar do tempo.

Adquirimos esse aprendizado apenas se nossos olhos estiverem abertos e nossos sentidos aguçados. E precisamos de paciência e dedicação. Dessa maneira, enxergaremos o que muitos não vêem por estarem cegos devido à rotina.

E é no meio de tantas provas que a vida nos submete, aprendemos que reconhecer é um aspecto que o mundo pressupõe que saibamos. É nosso dever reconhecer nossos erros e perceber que o próximo pode ter razão. Não devemos ser egoístas nem arrogantes. Precisamos ter pessoas a nossa volta.

O ser humano é um animal sociável. Ele não suporta a solidão. Nós não sobrevivemos sozinhos. Dessa maneira, devemos aprender a esquecer os defeitos e abrir mão para o próximo.

E o tempo nos mostra que a ausência de um “ombro amigo” torna a caminhada complicada. É necessária uma pessoa. Alguém que nos ouça.

Porém, a vida nos faz ver que há mais bocas do que ouvidos por aí. Aprendemos que amigo é coisa rara. E com algumas relações, descobrimos que sentimentos são indescritíveis. Nós concluímos que cada relação é singular

E cada um se expressa e sente de uma maneira. Afinal, relações são construídas com algo que vai além das palavras. Tudo depende da nossa disposição em receber os sutis sinais que constituem a cena.

Os sonhos também estão no meio desses sentidos. Mas não podemos nos tornar o sentido deles. É preciso cautela. Porém, a cautela não deve ser exagerada, pois o risco e a adrenalina fazem parte da trilha. É enfadonha uma vida sem surpresas. É saudável sair da zona de conforto.

Portanto, nós pensamos tanto e damos várias voltas que acabamos por não saber o que concluir. Nós plantamos nossos jardins e esperamos a colheita. O resultado depende de cada um. E quanto a terminar, é melhor não ter uma frase para acabar o texto. Então eu e você finalizamos com uma pergunta: O que é aprender a vida?

sábado, 7 de novembro de 2009

Você outra vez

Você estava na beira da piscina com seus cachos molhados.
O dia estava ensolarado e a piscina não tinha nenhum rastro de sujeira.
Tinha muitas pessoas em volta, mas eu só tinha olhos para você.
Como em um dia comum, te encarei.
Te desejei só para mim. Para sempre meu.
Não resisti.
Sentei ao seu lado.
E sussurrei algo em seu ouvido.
Sua barba nem me incomodou.
Eu nunca vi uma barba igual a sua.
Parece besteira, mas eu acho que a sua barba é a mais perfeita do mundo.
Você me olhou nos olhos.
Esquecemos nossas diferenças e nossas posições acadêmicas.
Você me deu um beijo.
Mas antes, veio aquele sorriso que só você consegue dar.
E ele veio outra vez depois de finalmente experimentar o gosto dos seus lábios.
Você me abraçou.
Fiquei tão absorta que não conseguia me mover.
Sonhara inúmeras vezes com aquela cena.
Senti uma sensação que só sentia em sonhos.
O sentimento da perfeição.
Eu tinha você para mim. Para sempre.
Você era meu.



Pena que foi apenas mais um sonho...