sábado, 7 de novembro de 2009

Você outra vez

Você estava na beira da piscina com seus cachos molhados.
O dia estava ensolarado e a piscina não tinha nenhum rastro de sujeira.
Tinha muitas pessoas em volta, mas eu só tinha olhos para você.
Como em um dia comum, te encarei.
Te desejei só para mim. Para sempre meu.
Não resisti.
Sentei ao seu lado.
E sussurrei algo em seu ouvido.
Sua barba nem me incomodou.
Eu nunca vi uma barba igual a sua.
Parece besteira, mas eu acho que a sua barba é a mais perfeita do mundo.
Você me olhou nos olhos.
Esquecemos nossas diferenças e nossas posições acadêmicas.
Você me deu um beijo.
Mas antes, veio aquele sorriso que só você consegue dar.
E ele veio outra vez depois de finalmente experimentar o gosto dos seus lábios.
Você me abraçou.
Fiquei tão absorta que não conseguia me mover.
Sonhara inúmeras vezes com aquela cena.
Senti uma sensação que só sentia em sonhos.
O sentimento da perfeição.
Eu tinha você para mim. Para sempre.
Você era meu.



Pena que foi apenas mais um sonho...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Meu lado "Sex and the City"


Outro dia eu estava assistindo Sex and the City e a série me fez pensar em algo que eu não tinha prestado atenção. Eu sempre gostei de série. Acho que desde o primeiro capítulo.

O quarteto de amigas independentes, possuem uma carreira de sucesso e se envolve com homens muito diferentes. Mas como eu não tenho o papel de fazer propaganda, vamos ao que interessa...

No capítulo a que me refiro, Carrie, a personagem principal, refletia sobre a vida de solteira. Nesse meio tempo, as amigas vivem situações de desespero ( Charlote que resolve tentar algo com o homem que arruma a parte elétrica ou qualquer outra área que não esteja funcionando) e de humilhação ( Samantha espera sozinha no restaurante pelo cara que nunca apareceu).

Diante disso, Carrie pensa: Desde quando ser solteira é sinônimo de algo ruim? Será que nos restaurantes existirá área para fumantes e não fumantes, solteiros e não solteiros?

Foi quando eu percebi que pela primeira vez eu não estou desesperada e em momento algum em quero alguém do meu lado. E digo mais: essa fase da minha vida é maravilhosa!

Eu me arrumo para mim mesma. Saio e me divirto sem esperar aquela companhia. Meu coração vai calminho, obrigada ( exceto quando "o tal" aparece - ver textos anteriores). Não me preocupo em dar satisfação. Quando tô carente, saio para dançar ou abraço um amigo. Para conversar, ligo para uma amiga.

Pela primeira vez, não preciso de alguém para me completar. Estou feliz. Espero continuar assim por muito tempo ainda.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O dia que eu conheci um dos meus ídolos


Hoje meus blog vai parecer um diário de adolescente, mas eu tenho que gritar o que eu vivi. Quando eu era criança, sempre quis saber como eu reagiria caso encontrasse um ídolo por aí. Nessa quarta-feira eu descobri.

Foi um dia quase normal, se não fosse pelo fato de ter que ir para a rodoviária do plano piloto gravar um vídeo para a faculdade. Eu com o meu horrível dom de atuação, encarei o papel de protagonista e fiquei com a galera da faculdade a manhã inteira.

Quando acabamos de filmar, decidimos ir para o shopping Conjunto Nacional para conversar a toa e almoçar.

Foi aí, quando estava com duas amigas, que vi um homem de camisa branca, alto e com uma tatuagem no braço que me fez lembrar o dono. Coloquei as mãos na mesa e gritei: Gente é o Rafinha Bastos!

O homem com a camisa do CQC ajudou a entrega-lo. Fui desesperada na direção dele e o olhei escondido para ter certeza. Em menos de alguns segundos o cutuquei e perguntei se poderia tirar um foto com ele. A resposta foi um sim.

Para abusar mais um pouquinho, pedi um autógrafo. Logo depois, minha amiga me pediu para eu tirar foto dela com ele. Eu não conseguia para de tremer! E assim eu estive até meia hora depois quando ele já tinha sumido.

Mas tudo tem um porquê. Eu acho o Rafinha um p%&@ jornalista. Acho perfeita a combinação de perguntas + alfinetadas + piadinhas no jornalismo.

Agora minha garganta dói, minha cabeça também, mas o que importa? Eu conheci um dos meus ídolos!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O tal


Já que o blog é meu e eu tô chutando o pau da barraca mesmo, vou parar de pensar em um texto bonitinho e escrever o que eu sinto necessidade de escrever. Talvez a coragem que tenho não volte mais e o arrependimento depois bata a minha porta...

Enfim, quem me conhece sabe da minha obsessão. Mas já adianto que eu não tenho culpa...

É inevitável que homens e mulheres tenham um tipo físico preferido. E como eu não sou diferente, eu tenho um. Não vou aprofundar para privar ambas as partes, mas confesso que quando tinha uns quatorze anos beijei um cara só porque ele tinha cabelo grande... De lá pra cá, não lembro de ter ficado com mais ninguém com esse biotipo.

Mas como uma garota que cresceu assistindo contos de fadas, eu sempre sonhei com um homem específico. E ele teria cabelo grande.

De repente, quando me dei conta, ele estava na minha frente! Tentei ignorar minha loucura particular, afinal somos muito diferentes. Principalmente quando se fala em idade. E quando eu era compromissada, lutava para manter a discrição. Porém, era inevitável não pensar nele.

Mas agora, linda e solteira (eu me amo mesmo!), tenho que me controlar para não fazer algo estúpido. Não sei definir o que sinto, só sei que é algo novíssimo, afinal ele é quem eu sonhei sem conhecer. E para piorar a situação, ele é hiper educado e gentil.

Já não sei que fim dar ao texto, assim como que atitude tomar. Não sei se algum dia algo aconteça. Secretamente ( agora não mais) eu torço que aconteça. Mas só de olha-lo, eu ganho o meu dia e fico com aquele ar besta e perdido tentando reconstuir a face e a voz dele na minha cabeça.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Imbecilidades a parte

Quando foi que a vida começou a ficar tão séria? Foi ela que fecheu a cara para mim, ou foi eu?
O pior é que eu tenho quase certeza que foi eu. Devo estar vivendo o resultado.
Mas eu não tenho paciência... A pressa me consome.

Sinto que não estou aberta para viver. E o engraçado ou triste é que viver é o que mais quero.

Hoje ouvi que eu tenho parar de carregar o mundo nas costas e inverter. Correr atrás do mundo. Deixar o mundo me carregar.

Ando a procura de um rosto que ainda não conheço a feição. Me diverti com uma ou outra face por aí e quando percebi a imbecilidade, não dei conta. Esqueço que eu também sou imbecil.